É estranho o que sou, pra onde vou
Estava feliz com o meu sonho de morto
Alguém me acordou, sem vida e sem lugar
Ninguém pra falar, acordar o pesadelo.
Volto a andar estou sujo estou fedendo
O velho corpo em movimento.
Eu nunca tive alegria,
No meu olhar a minha existência a toa
Que não me faz chorar.
Talvez tenha uns 70 anos
sei lá, a minha idade não sei
Tenho poucas lembranças da família
A infância que passei.
No começo eu tinha um nome
O peito da minha mãe o sorriso
De orgulho do meu pai me levantar.
Essas coisas doem
Eu tento esquecer mas elas vem na minha cabeça.
Ao amanhecer saber que eu tinha mas me levaram tudo
Meu pai, minha mãe meu canteiro
Mas não levam o meu orgulho
estou sujo sim
É o que você quer olhar
a minha beleza interior, nunca vai chegar.
Meu pai na cara dele
A polícia metia a mão
Minha mãe com muita fome acabou foi no caixão
E ainda bem que sou sozinho,
Não tive mais irmão por que é escuro o meu caminho.
Sou um velho mendigo mas tudo bem
Eu apago os olhos solitário, insisto e vou seguindo…
Uma sandália de dedo, uma calça rasgada, um cobertor empoeirado,
Eu vivo enrolado com a barba grande a fazer, cabelo crespo mal tratado
Que insiste em crescer.
A pele escura do meu corpoo sol ainda reflete
É o brilho de orgulho do negro que se preze.
Vejo um jovem forte como eu era,
Será que sou o futuro que ele herda?
OOhhh, olha só
O velho cachorro perambulando sozinho atrás de rango
Sofrendo como eu sofro ou talvez não.
Talvez seja outro feliz, não faz parte da bandidagem
Como eu não fiz porque eu não quero a sua vida
Ando de bem comigo.
São 10 mandamentos que eu tento e vou seguindo.
REFRÃO
Sou feliz, claro que sou
tenho a alma mais limpa que você imaginou.
Meu bolso é furado, mas no lixo eu como.
Meu bolso é muito velho mas ainda
Eu já espero a minha morte com muita felicidade
Agradeço logo a Deus não sou parte dessa sociedade.
Polentinha com linguiça e queijo, caldo de feijão com torresmo, antipaste italiano, tábua de frios cheia de queijos e embutidos. Uma mesa cheia de quitutes influenciados pela cozinha afro-brasileira, oferecida pelos chefs do curso de Gastronomia da Faculdade Novo Milênio, deu um sabor especial para o lançamento do DVD oficial do documentário No Olho da Rua.
A caipirinha, que também foi servida aos convidados, potencializou a exibição do curta-metragem sobre o hip-hop no Espírito Santo e a apresentação do grupo de rap Negritude Ativa, realizadas no Teatro Municipal de Vila Velha, no dia 18 de novembro, dentro do projeto CineClube Central.
Na entrada, todos do público receberam um DVD do documentário que foi exibido logo após o set do DJ Jack (integrante do grupo In-versão Brasileira), com uma sequência musical regada a hip-hop, samba rock e clássicos da black music.
A exibição do filme arrancou gargalhadas dos espectadores em momentos como no passeio de DJ Gordinho nas ruas de Vitória e quando Renegrado Jorge relatava a sua meta em “conseguir comprar um Opalão mais novo” enquanto bebia um copo d’água. Quando os grafiteiros encontraram a sua arte pintada de branco, o público compartilhou essa frustração de Fredone e companhia.
O ponto alto do curta, que instigou debate entre os presentes, foi o contraponto do discurso de Renegrado com J3. Enquanto um levanta a questão da legitimidade de quem pode cantar rap, o outro justificava a sua liberdade de expressão.
Já o Negritude Ativa levantou todos da cadeira para agitar com o seu rap consciente de batidas e graves poderosos. O grupo, na ocasião, lançou a música “Revolta do Gueto”, que fará parte do seu terceiro disco, com previsão de ir para as ruas no primeiro semestre de 2010. Sons como a clássica “Rolê de Atitude” e, outra novidade, “Filhos de Zambi” também marcaram presença no set list do Negritude.
Lançamento do curta-metragem que retrata a cena hip-hop no Estado, no próximo dia 18 de novembro
O documentário sobre a cena hip-hop no Espírito Santo, No Olho da Rua, terá o seu DVD oficial lançado na quarta-feira (18/11), às 20h, no Teatro Municipal de Vila Velha (Praça Duque de Caxias, Centro, Vila Velha), dentro do projeto Cineclube Central, que todas as quartas-feiras exibe filmes no local.
A produção do DVD foi possível por meio da Lei Vila Velha Cultura e Arte e da Faculdade Novo Milênio. Luiz Eduardo Neves, diretor do documentário, foi um dos 65 contemplados do primeiro ano da Lei de incentivo à cultura, 2008.
Na ocasião, o grupo de rap Negritude Ativa lança a música “Revolta do Gueto”, que é uma da faixas do terceiro disco do grupo, com data de lançamento marcada para o primeiro semestre de 2010. O set list da apresentação do Negritude contará, além da faixa que é lançamento, de músicas dos seus dois primeiros trabalhos – “Pretos, Pobres e Revolucionários” (1999) e “A Ferida da Favela Me Fez como Sequela” (2004).
O CD de estréia do grupo formado por GL Preto, DJ Paraju, Zumbah e Jeff, foi o primeiro do gênero rap do Estado.
Outra atração musical fica por conta do DJ Jack (do grupo In-Versão Brasileira), com uma discotecagem recheada de hip-hop, R&B e Black Music.
Já os alunos do curso de Gastronomia da Faculdade Novo Milênio, orientados pelo chef Laudegar Pralon, preparam, para a noite de lançamento, degustações (finger foods) com quitutes da comida brasileira e suas influências afro. A apresentação das atrações ficará a cargo de Manuel “7 Linhas”.
Os 100 primeiros convidados terão direito a um DVD do No Olho da Rua.
Serviço lançamento DVD
Local: Teatro Municipal de Vila Velha – Praça Duque de Caxias, Centro, Vila Velha Data: 18 de novembro de 2009 Horário: a partir das 20h
Entrada: franca Atrações: Exibição do curta-metragem No Olho da Rua; apresentação musical do Negritude Ativa e DJ Jack; e mini-degustações de quitutes típicos brasileiros com influências afro, oferecido pelo curso de Gastronomia da Faculdade Novo Milênio Apresentação: Manuel “7 Linhas” Obs.: distribuição gratuita do DVD “No Olho da Rua” para os 100 presentes no dia do lançamento
De uma máxima não há dúvida: festivais de cinema realizados no Espírito Santo, como REC, ABD e Vitória Cine Vídeo, são muito bem organizados.
Primeiramente com a comunicação entre realizadores que tem seus trabalhos na programação das mostras. Digo isso, pois, com a pouca experiência e participação nesses eventos, vejo a falha de algumas organizações que simplesmente nem entram em contato via e-mail para informar aos realizadores que seus vídeos estão na programação do festival.
Em alguns casos, nem a programação com os filmes que serão exibidos é divulgada no próprio site. Como aconteceu no 6º Mostra Curtas PUC-Rio, realizado entre 25 e 28 de agosto deste ano no Rio de Janeiro.
Por um acaso, ao criar minha conta no Twitter, resolvi seguir a dita mostra. Infelizmente isso aconteceu mais de um mês após o seu termino. Porém, descobri por meio das “twitadas” do pessoal da mostra que o No Olho da Rua foi selecionado e exibido duas vezes (dias 25 e 28 de agosto) no auditório K-102, campus PUC-Rio.
Leia as mensagens:
“#MostraCurtas Primeiro curta: “No Olho da Rua” Direção: Luiz Eduardo Neves Assista em tempo real http://puc-riodigital.com.p. 4:37 PM Aug 28th from web”
“#MostraCurtas Terceiro curta: No Olho da Rua – Diretor: Luiz Eduardo Neves. Ao vivo http://puc-riodigital.com.p. 6:24 PM Aug 25th from web”
“Programação #MostraCurtas :: Dia 25/08 (terça) 16h Exibição – 17h Debate ‘O Documentário brasileiro nos anos 2000′ com Daniel Schenker. 9:23 PM Aug 23rd from web”
“SELEÇÃO OFICIAL #MostraCurtas :: [DOCUMENTÁRIO] ‘Cidade Partida’ / ‘No Olho da Rua’ / ‘Várias Vidas de Joana’ / ‘Vidigal’ / ‘Você Pode’. 9:20 PM Aug 23rd from web”
O evento possibilitava acompanhá-lo, em tempo real, via link do site da PUC. Mas com toda essa tecnologia, faltou eles me enviarem um e-mail.
Mais do que os depoimentos e imagens de No Olho da Rua, a sua trilha sonora é parte integrante do discurso do curta-metragem. Grupos de rap, que não foram entrevistados ou tiveram seus depoimentos cortados devido ao tempo do documentário, deram o seu recado através da música, como Suspeitos na Mira e Negritude Ativa.
Por meio da trilha sonora de No Olho da Rua se tem uma visão global do rap produzido no Estado do Espírito Santo.
Set list:
1 – Marcelinho Hip-Hop – Gueto FM
2 – DJ Tropesso – Batida Break
3 – Renegrado Jorge – Será que vou voltar?
4 – Renegrado Jorge – Os quatro elementos
5 – Calibre – Libertação (Bônus track)
6 – Fredone Fone – O graffiti
7 – J3 – Aleluia
8 – Esquadrão – A solução (Bônus track)
9 – DJ Gordinho – A minha vida
10 – Negritude Ativa – Rolé de atitude
11 – Aliado J – Pulma do gueto (Bônus track)
12 – Professor Jorge Nascimento – Poder fazer
13 – Suspeitos na Mira – A vez da palavra
14 – J3 – Viver de música
15 – Renegrado Jorge – O mendigo
Receba em sua casa a realidade nua e crua de quem vive o hip-hop na Grande Vitória
Entre em contato com a cultura hip-hop que invade as ruas da Grande Vitória-ES e o mundo. O DVD oficial do documentário No Olho da Rua marca a produção de um curta-metragem que pretende retratar, em primeira mão, a diversidade artística presente nessa cultura marginal em terras capixabas.
Entre os entrevistados estão o rapper e radialista Renegrado Jorge, o músico J3, os dançarinos do grupo Vila Velha Força Break e os grafiteiros da Luz do Mundo, além da busca de DJ Gordinho por discos e a agulha perfeita.
O DVD, além do documentário, contém, aproximadamente, 10 minutos de cenas cortadas e outros extras.
Adquira já o seu DVD e abra as portas para esse mundo paralelo, onde tantas pessoas se dedicam de corpo e alma!
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Valor: R$ 10,00 (cada DVD) Forma de pagamento: depósito bancário na conta 101371-9, agência 1006, Unibanco.
Comprovante de pagamento: enviar arquivo do comprovante escaneado/digitalizado para o e-mail dudunews@hotmail.com ou via fax para (27) 3399-2975, encaminhado para Luiz Eduardo Neves. Endereço de entrega: escrever endereço completo, com CEP, no corpo do e-mail ou fax que será enviado o comprovante de pagamento. Prazo de entrega: o DVD será enviado via carta comum, chegando em, no máximo, 7 dias úteis no endereço determinado para a entrega.
Confira, logo abaixo, o teaser/trailer de No Olho da Rua:
A clássica catedral Metropolitana de Vitória refletida numa janela abaixo d'um moderno graffiti.
Por Luiz Eduardo Neves – dudunews@hotmail.com
A história é permeada por fatos que retornam em diferentes períodos, assim como, por exemplo, as pautas das mídias. De seis em seis meses fala-se de vestibular, profissões em alta, compra de material escolar, dicas de paquera, celebridade do momento, entre outros assuntos. Claro que esse intervalo do tempo pode ter ondas ciclicas maiores, como é o caso das pinturas em paredes.
Arte rupestre é o nome que se dá às mais antigas representações pictóricas conhecidas. Datadas a partir do período Paleolítico Superior (40.000 a.C.), as primeiras impressões de registro artístico foram gravadas em cavernas ou também em superfícies rochosas ao ar livre, mas sempre em lugares protegidos.
As pinturas rupestres são vibrantes descrições do cotidiano pré-histórico realizadas em policromia que, determinada a imitar a natureza com o máximo de realismo, gravaram para sempre as observações feitas durante a caçada ancestrais.
Milhares de anos mais tarde, a partir dos anos 60, as artes nas paredes ressurgiu por meio de um dos braços das artes plásticas da cultura hip-hop. No Bronx, subúrbio de New York, os membros das gangues rabiscavam as paredes para dividir o território dominado pelas gangues, daí pintar nomes quase ilegíveis, denominados tags, facilmente reconhecíveis como símbolos de um grupo. Continue lendo ‘Graffiti: da pré-história aos dias de hoje’
O documentário No Olho da Rua ganhou vida própria. Há três dias, numa procura no Google, “joguei” o nome do curta-metragem no search e descobri, tardiamente, que ele fora exibido no dia 5 de junho, em São Carlos, São Paulo. A ocasião foi uma sessão sobre hip-hop organizada pela coordenadoria de Artes e Cultura da Prefeitura, em parceria com a Sala de Africanidades da Secretaria Municipal de Educação e com o cineclube CineUFSCar.
Os curtas apresentados foram “Davi Contra os Pau Mandados de Golias”, “Rap”, “O Canto da Ceilândia”, “Multiplicadores”, “No Olho da Rua” e “Grafitti”. Após a sessão, houve um debate com os integrantes do novimento Hip-Hop de São Carlos: Pedro Black, MC do Grupo Ébanu´s; Sara, MC do Grupo Verso Consciente e Goda, MC do Grupo Resgate Social.
Imediatamente ao saber da exibição através de matéria no site do prefeitura da cidade, enviei e-mail para os contatos que constavam no texto. Quem me respondeu foi uma das organizadoras do Afrocine, Ana Caroline Bittencourt. Segundo ela, essa sessão do Afrocine “foi bacana e seu filme (No Olho da Rua) foi um dos mais discutidos durante o debate”.
Ana também me informou que o documentário foi parar em suas mão pois ele consta no acervo do CineUFSCar no DVD da 3ª Mostra Curta Audivisual de Campinas (Sessão Recreio).
Valeu Ana e todos os responsáveis pelo Cineclube Afrocine por mais essa exibição de No Olho da Rua!
Com o tema Descontrução, a mostra aconteceu entre os dias 24 e 28 de junho de 2008, no Cine Metrópolis, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), objetivando fomentar a produção audiovisual capixaba, ampliando os espaços para a exibição e difusão de filmes.
No último do evento, foi lançado um DVD–Coletânea duplo dos filmes capixabas da Mostra Competitiva, entre eles Vivendo de Rock no Espírito Santo e No Olho da Rua.
A história do surgimento do hip-hop denota seu caráter de cultura de resistência, ou seja, afirma a autenticidade de um movimento proveniente da periferia que, assim como o samba, aos poucos é legitimado pela mídia.
A música, a dança e as artes plásticas foram rebatizadas – rap, break e grafite -, e desconstruídas, para tornarem-se os elementos do hip-hop, manifestação de origem norte-americana que chegou ao Brasil no começo da década de 80, encontrando por aqui um terreno fértil para se desenvolver. Inicialmente despercebido pela maioria do público, o movimento caiu nas graças da juventude das periferias das grandes cidades, que virou tudo pelo avesso e criou uma expressão com cara e alma brasileiras.
A situação é considerada uma verdadeira heresia pelos puristas, defensores da idéia de que o hip-hop deve preservar o estilo difundido pelos americanos, apenas adequando-se à língua e à realidade social de cada país.
Porém, os liberais relembram que a própria origem do movimento foi o cruzamento da arte urbana dos Estados Unidos com componentes da tradição cultural do Caribe, mais especificamente a dança de Porto Rico e o som da Jamaica, de onde vários artistas emigraram para Nova York nos anos 60. Além desse argumento, os que defendem a abertura destacam que no mundo globalizado, onde todas – ou quase todas – as culturas se entrelaçam, é natural que o hip-hop influencie e se deixe influenciar.
As culturas marginais, tal como o samba, surgem primeiro nas periferias, no ambiente das “fábricas”, onde pessoas cansadas do modo de vida sem perspectiva e das imposições da sociedade, tendo sua posição social já marcada, vêem na manifestação cultural a fuga, um lugar no qual elas podem ser elas mesmas.
Como sugerem Armand Mattelart e Erik Neveu, grandes nomes dos estudos culturais, os sistemas de valores de uma cultura, ou seja, as representações que eles encerram levam a estimular processos de resistência. Para o professor de Literatura Brasileira da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) Jorge Nascimento (foto) “o mais interessante é ver a garotada querendo rediscutir as verdades que são colocadas pela mídia”.
Embora o cunho de resistência ao sistema esteja impregnado, não há como negar a vontade de ascensão social de quem vive pela arte. “Pra viver bem de música, poder ter uma vida decente. Poder ter a sua casa legal, e tal. Sustentar a minha filha que eu tenho também, eu tô pra dizer que tá caminhando”, diz o rapper J3, “pois viver de música é difícil”.
Mesmo o purista Renegrado Jorge sonha com a melhora de vida por meio do seu rap. “Eu vivo através do hip-hop, pago meu aluguel, sustento meus filhos e sempre tô comprando uma parada diferente, sempre produzindo um som. Para ver se um dia compro até um Opala melhor”.
Já DJ Gordinho (foto), que desde os 13 anos toca para juntar dinheiro e comprar novos discos para sua coleção, ao indicar a agulha G-80 como boa e barata, diz não poder comprá-la. “Um dia será que eu vou poder comprar uma agulha de 400 reais? Quem sabe?”, indaga.
A vontade de viver melhor através da produção intelectual pode ser o fim da autenticidade, da resistência, se o conteúdo das letras do rap, por exemplo, perder o cunho contestador. Por outro lado, grupos como o Racionais MC’s vendem centenas de discos, mesmo estando fora do mainstream das grandes gravadoras multinacionais. Assim, não se pode dizer que eles “venderam a alma” para o mercado.
E para falar de diferença temos que falar de identidade, conceito discutível em tempos de globalização. Ver grupos musicais fazerem sucesso fora do caminho dos “jabás” e da pasteurização nos é estranho, pois somos levados a supervalorizar a visão de uma produção cultural como resposta explícita às claras expectativas de classes ou de grupos de consumidores. Resumindo, um produto deve ser igual ao outro.
O MC, o DJ, o B.Boy, o grafiteiro e todos os produtores deste meio acabam, mais cedo ou mais tarde, por escolher em abrir mão da sua identidade ou manter o discurso periférico. Se o sujeito decidir seguir a segunda opção, há grandes chances dele ser mandado para o olho da rua pelo patrão capital.
Luiz Eduardo Neves é publicitário, radialista, diretor e roteirista do documentário No Olho da Rua.
Veja abaixo o vídeo clipe “O Mendigo”, de Renegrado Jorge: